quarta-feira, 11 de maio de 2016

Amor ou paixão: Bate coração!

por H. Thiesen 

Tanto nos perguntamos se há realmente diferença entre amor e paixão? São eles parte um do outro, ou apenas caminham lado à lado?
Ah... A paixão! Uma fera interna, selvagem, sem freios e sem limites, que pode nos levar para lugares indescritíveis, experiências incríveis, que nos leva para o alto e ao desconhecido, mas é capaz de nos arremessar tão longe e com tanta força, que sequer abrimos os olhos e temos consciência da queda.
O amor? 
O amor pelo contrário, nos faz transitar por terreno conhecido, sem passos em falso e por caminhos cheios de emoção e com a certeza de que tudo dará certo, mesmo que os resultados da caminhada não sejam os esperados, porque ele nos deu entendimento.
O amor é uma força que purifica, dá segurança de uma forma ímpar, que muitas vezes julgamos perdida. 
O amor sacia, é como um porto seguro onde aportamos e descansamos, cansados da briga diária. 
O amor não tem fórmula certa. Se constrói com o tempo, se adapta as diferenças de cada um e desfaz mitos. É um sentimento que perdura. A válvula motora que impulsiona eternamente o homem.
A paixão, inicialmente parece ser mais intensa e, nos faz busca no outro o que não temos ou perdemos, na maioria das vezes, reflete as nossas imperfeições, fazendo-as fluir e se externarem. Mas, afinal, não são os dois sentimentos partes desse mesmo "ser" que se chama "humano"? 
Sim é claro! Mas possuem as suas diferenças!
A paixão pode ir embora tão rápido quanto chega e acontece várias vezes na vida. Pode acontecer por um olhar, por um desejo ou por qualquer coisa capaz de dar prazer e de nos levar ao céu por pequenos instantes, até mesmo um hobbie novo que não conseguimos largar. Isso mesmo! A paixão não é apenas carnal, aquele que brota das entranhas clamando pelo sexo como necessidade, é também um sentimento que clama para conseguirmos o que almejamos e para conquistarmos objetivos. Afinal, ninguém é de ferro, para viver sem conquistas! Mas a paixão é egoísta, nos faz desejar muito mais do que podemos, ela pode nos fazer cometer loucuras!
O amor é o sentimento que dosa tudo isso! Se nos amamos, manteremos os pés nos chão e passamos a conquistar com lucidez, evidenciando o que temos de melhor. O amor nos dá apoio, quando os buracos das crises, que emanam das nossas paixões, não conseguem se fechar. Consequentemente, o amor nos leva à razão!
Com o amor temos tranquilidade e sabedoria, a falta dele a nos impulsionar, pode nos levar a uma franca derrocada dos nossos objetivos.
Basicamente, na vida somos impelidos por grandes amores e pequenas paixões! Justo é que os grandes se sobreponham aos pequenos!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Crônica do Além

Na infância, eu já me preocupava com o que pescava das conversas dos adultos. Mesmo quando metida nas brincadeiras de criança, a vida me preocupava profundamente. E não era apenas uma preocupaçãozinha! Não! Eu colecionava preocupações diversas, a maioria nada a ver comigo, mas com pessoas que eu amava.
Porém, isso não significa que eu não tenha me divertido muito e passado devidamente pela fase infante, muitas foram as brincadeiras, as traquinagens, as chineladas nas nádegas, as reinações e as brigas com os amiguinhos!
O fato é que eu percebia coisas que meus amiguinhos de infância não percebiam, porque estavam fazendo o que deviam fazer: brincando e sendo crianças. Essa habilidade em vasculhar e prestar atenção no que não me dizia respeito, levou-me a ser um ótima contempladora de além, e a compreender melhor as situações realistas e diretas. Até hoje, com mais de trinta e cinco anos, minhas amigas me surpreendem com revelações sobre nossa infância e adolescência. Não são poucas as situações que aconteceram e não vivi, apesar de estar presente. Claro, eu me distraí completamente da realidade nua e crua, das conversas diretas da vida naquela época, especializando-me em profundidades e preocupações futurísticas. E por mais que eu ache, que isso foi-me bem melhor do que a outra opção, não faz sentido algum aos que me cercam.
Contemplar o além me faz escutar mais do que os outros gostariam de dizer. Mas isso, de maneira nenhuma, não é inventar sentimentos ou reescrever a biografia de outras pessoas, como uma revista de celebridades, é somente um prestar atenção que segue adiante, que não se satisfaz apenas com o que é oferecido e que está na cara.
Obviamente, contemplar o além me ensinou a questionar, a pensar mais, não ficar esperando, mas agir, mas não por impulso, enquanto os outros ficaram ou ficam apenas prevendo o que poderá acontecer!
Ser contempladora de além me ensinou a ser fria e calculista, nada me passa despercebido. Ser contempladora do além me ensinou a ser espiritualista, avaliar o certo e o errado. Ser contempladora do além me ensinou a escrever, algo sempre me foi uma precisão de dizer coisas que não cabem em lugar nenhum, a não ser na imaginação. 
Enfim, ser contempladora do além me ensinou a dosar a vida e a pensar no que virá depois dela, não que isso seja crucial para mim, mas tenho certeza que será para quem ficar por aqui! Pois de mim ficaram somente as lembranças e faço de tudo para que sejam boas e que se lembre de mim pela dignidade que tive.
Ser contempladora de além não me fez somente para viver o presente, nem para viver de memórias e lembranças, mas para me jogar na tempestade, mesmo quando, exteriormente, a paz pareça reinar e  para encarar a vida de frente.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Eu sou assim!

por H. Thiesen 


Sou assim, humana,
com defeitos e virtudes,
Vivo intensamente,
cada momento em plenitude,
Luto, eu sempre luto,
porque lutar é buscar a vitória,
mesmo que o caminho,
seja repleto de obstáculos,
eu não desisto, não me acovardo,
tropeço, mas levanto,
Tenho objetivos e sonhos.
Objetivos são para serem alcançados!
Sonhos para serem realizados!
Adoro a liberdade e sou livre
para prosseguir o meu caminho
para analizar meus erros
e saber por que errei
para compreender os meus acertos
e continuar a repeti-los
Sou livre para resignar-me às mágoas
e desenvolver em mim o perdão
Sou livre para absorver as derrotas
e erguer-me dos escombros
Sou livre para saber vencer
e prosseguir com humildade
Sou livre para ver derrotados
e estender-lhes a mão
Mas, não sou livre
Não sou livre para ver injustiça
miséria, fome e sofrimento,
angústia e desespero
e ficar de braços cruzados,
sem ao menos oferecer o ombro
Eu sou assim,
livre, mas presa
alegre e triste
Sou apenas uma humana
Que vive os sentimentos
que vive para amar
e ama para viver!
Eu vivo assim,
para quando o inverno da vida chegar
e a luz no fim do túnel eu avistar
eu possa inflar o peito e dizer:
Eu vivi e não me arrependo!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Igualdade e Desigualdade Social



por H. Thiesen

Na sociedade primitiva pré-histórica, não havia separação por classes sociais, os produtos da coleta de alimentos, bem como, da caça e da pesca, eram partilhados com igualdade, entre todos os indivíduos dos clãs ou das tribos. Mais tarde com o advento do pastoreio, isso também podia ser verificado.
Dez mil anos atrás, com o surgimento da agricultura e com a fixação do homem às áreas mais férteis do planeta, permitindo o aparecimento do excesso de produtos – que chamamos de riqueza – e estabelecendo a troca, como a primeira forma de comércio, entre as diversas comunidades já existentes, originaram-se, rudimentarmente, os sinais da desigualdade social no âmago da sociedade antiga. Neste sistema precário de sociedade e comercio, já havia quem possuísse mais e quem possuísse menos ou até quem nada  possuísse, contribuindo de um jeito efetivo no surgimento de ricos e pobres, senhores e escravos, castas e demais divisões sociais. Rompendo-se o padrão original da civilização, porém como um produto da circunstância e não uma escolha consciente.
Nesta  fase  surgem os embriões das  grandes religiões da Antiguidade, contendo as proposta de celebração do amor ao próximo, junto a informação quanto à origem espiritual do Homem, noções que passavam despercebidas pela grande maioria dos indivíduos, atraídos pelo culto externo à Natureza, levados a ver as religiões como uma forma de solução especial para as questões materiais. Velavam-se cultos para pedido de prosperidade, fertilidade, riqueza, virilidade, vitória nas batalhas e outras formas de materialidade, mas esqueciam-se das aspirações espirituais, como amor, paz e fraternidade. 
A igualdade de tratamento é muito forte no íntimo do Ser Humano, pois ela provém da sua origem espiritual e faz ver como inaceitável toda desigualdade convencionada, ainda que estabelecida e consumada pelas leis humanas. Mesmo que, na tua totalidade, as religiões sempre conviveram com as desigualdades e em certos períodos da história, chegaram a legitimá-la como instrumento da autoridade divina, que representavam.
No entanto, sempre surgiam, no seio religioso ou fora dele, quem não aceitava tal situação e por seus exemplos e opiniões se colocava contra ela. Em nossa tradição ocidental-cristã, muitos foram os pensadores não religiosos, há cerca de 300 anos, a se pronunciarem contra a escravidão, citando-a com um sistema absurdo e desumano de convivência, a ser banido na sua totalidade, o que somente ocorreu, em meados do século XX, quando algumas nações, ainda reticentes, adotaram a proibição nos seus códigos de leis.
Atualmente, em meio à globalização e as facilidades de comunicação, que trazem uma melhor fiscalização às injustiças e desigualdades, apesar de ainda não sermos capazes de extirpa-las, vivemos uma busca mais apurada dos valores espirituais, o que constitui um vigoroso impulso para a Humanidade, com vistas ao estabelecimento de uma sociedade mais digna e com título de civilizada, na qual direitos e oportunidades sejam igualmente assegurados a todos e se possam observar somente as diferenças de méritos pessoais. Seguramente, isso ocorrerá quando reconhecer-se a fraternidade como o melhor sistema de relacionamento e houver a certeza quanto à nossa condição de seres espirituais que, ora no corpo e ora fora dele, peregrinamos em busca de conquistas de evolução, nos termos do amor e da sabedoria a se incorporarem persistentemente à nossa individualidade imortal.

Livro dos Espíritos – Questão 812-a
Será possível que todos se entendam?
- Os homens se entenderão quando praticarem a lei de justiça.

Fonte de Pesquisa: www.boletimsei.org.br

sexta-feira, 29 de março de 2013

Felicidade

por H. Thiesen 

Entre os seres vivos que habitam o Planeta, chamado Terra, o ser humano é o único que acredita que é infeliz e passa a maior parte da sua vida tentando ser feliz. 
O ser vivo, conhecido como humano, é o único que pensa não ser nada e vive tentando ser alguma coisa. Qualquer outro ser do reino animal, nasce, assume a sua natureza, vive e morre. Se agissem como humanos com certeza seriam totalmente insatisfeito, passariam o tempo se queixando, lamentando as suas vidas atribuladas e ameaçadas constantemente pelos seus predadores e esses, da mesma forma, talvez se queixando da comida escassa, mas ambos, tentando se transformarem em outros que julgassem ter vida melhor. Um cão, nasce cão, vive a vida de um cão, morre como um cão e durante o tempo todo, não tenta ser um pássaro. Com certeza, nunca haverá um gato tentando ser em um leão, mas infelizmente não podemos dizer o mesmo do ser humano. O humano quer sempre ser maior do que pode, se é pobre quer ser rico, se é rico quer ser milionário, se é empregado, quer ser o chefe, se é o chefe, quer ser o diretor e, para ele nada basta, nunca está satisfeito, nunca está feliz.
É lamentável este modelo de felicidade, que se aprende desde criança e que é idealizado pela mídia em geral, que mostra a felicidade como sinônimo de posse, de escalada social, de consumismo e, que faz acreditar que este modelo de felicidade, é real, que vale a pena persegui-lo e ir atrás da família perfeita, do marido e da esposa perfeita, do emprego perfeito, do salário perfeito, do amigo perfeito, da saúde perfeita, da casa perfeita e tantas outras coisas perfeitas, que quando conquistadas, são capazes de ruir em instantes.
Como poderá existir perfeição, se tudo o que existe é construído por seres humanos imperfeitos e insatisfeitos com tudo e com todos. É um erro acreditar que a perfeição é uma das causas da felicidade, pois problemas, conflitos e atritos existem e são naturais.
Não existe perfeição, existe sim, a tolerância aos erros e defeitos, seja em qual situação for, na família, no trabalho, nas amizades e nos diversos relacionamentos.
Vida perfeita existe, somente se a tolerância se fizer presente e o ser se contentar em nascer, crescer, aprender, multiplicar e morrer. Vida perfeita é aquela que o ser a aproveita da melhor forma possível, resignado com as suas possibilidades, mas que busca o seu crescimento de forma consciente. O problema é que o consumismo vigente, demonstra que a felicidade pode ser comprada, que feliz é quem que pode comprar, quem pode subir socialmente, que pode vestir uma roupa da marca X ou Y, que pode andar em um carro caro e de último tipo.
O que dizer então, de quem fica imensamente feliz quando ganha uma roupa usada, por não ter com o que se vestir. Isso não é felicidade?
Não existe saúde perfeita, mas saúde temporariamente equilibrada. Todos os seres vivos irão morrer um dia, de doença ou por uma fatalidade. Estar doente não é infelicidade, porque é absolutamente natural. Se sobreviver às doenças e às fatalidades que fazem parte da vida, na velhice com absoluta certeza, não há como escapar à doença ou à falência de órgãos e morre porque é natural morrer. A velhice chega porque o seu corpo aos poucos deixa de funcionar, e funcionava antes porque um dia, ele precisa morrer e deixar espaço para outros que já nasceram e outros que nascerão.
Felicidade não é feita de ilusão, é feita de verdade.
Felicidade é aceitar que a verdade é simples, que um dia nascemos e em qualquer outro dia partiremos, mas vivemos sem deixar que as mentiras nos ensinem e guiem durante a vida.
A vida é muito simples, mas para que facilita-la, se é bem mais fácil dificulta-la!
Ser feliz é muito simples, nós é que complicamos!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Provação Coletiva

por H. Thiesen 

A morte é difícil de ser enfrentada, pois é vista como mistério, muitas vezes como um equívoco ou injustiça de Deus. Todos nós temos compromissos perante as Lei que regem o Universo.

Quando alguém morre, nos sentimos tomados por um sentimento de perda e dor, pois gostamos daquele pessoa que nos deixou e desejávamos que continuasse vivendo conosco. Porém, a morte, juntamente com o nascimento, é a única coisa certa na vida, nascemos e um dia morreremos. Além disso, a morte está entre os acontecimentos normais da existência de todos, partem jovens e velhos, sadios e enfermos, justos e injustos. 
Somos criados para o entendimento da morte, conforme o nosso entendimento religioso, acreditamos na morte como uma separação definitiva e dolorosa e um possível destino, mal ou bom, para quem partiu e a partir disso envolvemo-la em mistérios, dor e dúvidas, pois acreditamos que vivemos uma única vez.
A morte deve ser tratada como natural e antes de ser um fim, um novo recomeço e uma volta aos laços de origem, desse modo, nos tornamos capazes de entender que a morte, é o encerramento de uma missão, de um aprendizado e que outras oportunidades virão, novas missões, novos aprendizados. Começamos a entender que aquela pessoa que partiu, terminou a sua missão conosco, que é chegada a hora de prosseguirmos sozinhos, pois isto nos é necessário. 
Por outro lado, a Lei de Causa e Efeito, rege a vida e a morte de maneira sublime, sem deixar rastros à injustiça e dá a cada um o que lhe é de necessidade e merecimento, na medida certa para o seu aprendizado. Nesse sentido, a morte torna-se uma lição, tanto para os que se vão e para os que ficam.

As grandes comoções que ocorrem na vida trazem sempre enormes perguntas, por parte daqueles que desconhecem a “Lei de Causa e Efeito” e as possibilidades de vidas sucessivas. Por isto, nos momentos de dor, confusão mental e de dúvidas terríveis, questiona-se o próprio Criador: Por que Ele permitiu uma coisa dessas?
Esses acontecimentos, chamados catástrofes ou tragédias, como por exemplo, acidentes aéreos, marítimos, rodoviários, ferroviários ou incêndios, atos terroristas, que ocorrem e vitimam uma quantidade ou grupo de pessoas, muitas delas sem se conhecerem entre si, com famílias inteiras, uma cidade inteira ou até em uma nação, não são punições divinas. Muitas vezes sabemos que em eventos assim, há pessoas de longe, que não deveriam estar naquele lugar, mas estavam no lugar errado e na hora errada. Vemos, ouvimos e sabemos, que muitos sucumbiram, que muitos foram capazes de atos heroicos e como heróis se juntaram ao que sucumbiram no evento, outros estavam naquele lugar para se salvarem e para salvarem vidas. Damos o nome a isso de destino e fatalidade, seja qual for a razão que originou o evento. Não se pode negar que possa haver a fatalidade, pois ela também acontece algumas vezes.  No entanto, ao que se refere à mortes em grande número, em um mesmo evento, isso não é o mais comum. Geralmente são resgates coletivos que várias pessoas, juntas, precisam passar, tanto as que morreram ou as que sobreviveram a ele.
Se analisarmos esses fatos unicamente pelas causas humanas, poder-se-ia chegar à conclusão da má sorte ou azar. Entretanto, quando se compreende que no evento se agrega a lei de causa e efeito e o princípio das vidas sucessivas, tudo toma um outro sentido, passamos a entender que nessas mortes em grande número, há um encontro marcado de Espíritos que foram protagonistas de equívocos em outras passagens e que na atual estada na Terra, estão zerando as suas pendências.
Toda ação que praticamos, boa ou má, recebemo-la de volta. O passado é a origem do nosso presente, ou seja, o que somos hoje é um reflexo do fomos ontem.Se o pensamento vale individualmente, por que não valeria coletivamente? A isto, damos o nome de provação coletiva.
A provação coletiva é a convocação de Espíritos encarnados no instante de uma tragédia ou catástrofe, participantes de mesmo delito ou semelhantes, praticados no passado longínquo. Pode-se citar como exemplos de delitos, as Cruzadas, a Inquisição, as Guerras, os extermínios em massa, os atentados terroristas e outros, uma enormidade de violências e absurdos praticados contra o ser humano, em que todos os participantes se envolveram e somente se livram das suas dívidas e responsabilidades, quitando-as.
Mas por que só agora, numa data tão distante? Perguntarão muitos. Simplesmente por que, como Espíritos em aprendizado, vamos adiando por várias encarnações as expiações, até que haja o entendimento necessário à respeito da importância desse tipo de resgate. Muitas vezes, quando há a compreensão, o próprio Espírito errante pede permissão para cumprir o que é necessário para seu adiantamento.
O importante é que o próprio Espírito assume, antes de reencarnar, um compromisso com o propósito de resgatar seus débitos. André Luiz, no livro Ação e Reação, deixa claro: “Nós mesmos é que criamos o carma e este gera o determinismo”.
Durante a hora do desencarne coletivo, a Espiritualidade Superior, com o conhecimento prévio dos fatos, providencia equipes de socorro para a assistência aos Espíritos que retornarão ao plano espiritual, dando-lhes a assistência imediata e confortadora, pois mesmo que o desencarne coletivo ocorra identicamente para todos, individualmente, a situação dos traumas e do despertar no plano espiritual, dependerá da evolução de cada um, mas nenhum fica sem amparo.
Há aqueles que escapam minutos antes dos eventos coletivos, por não precisarem passar por essa situação.   É por isso que muitos perdem o avião, o trem, o ônibus, ou por outro motivo qualquer não estavam presentes. Há aqueles que estavam presentes no evento, mas escapam "ilesos", pois necessitavam passar pela lição e repensarem. Há aqueles que estavam presente e escaparam com inúmeros ferimentos, quase ficaram à beira da morte, suas lições para repensarem necessitavam de maiores enfases.
Não cai uma só folha da árvore sem que Deus saiba! Daqui não sairás até que pagueis o último cetil! Com certeza, as mortes coletivas é generosidade de Deus para com seus filhos, pois permite-lhes o melhoramento e aperfeiçoamento através de sua renúncias e experiências na Terra, dando-lhes oportunidade para o aprendizado necessário.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Caminhos

por H. Thiesen 


Não creio em acaso, mas sim em caminhos que se cruzam por algum motivo, que não sabemos e não podemos explicar, isso faz parte dessa estrada que seguimos e que chamamos de vida.

Caminhando por ela, cruzamos por muitas outras estradas, nossas encruzilhadas, nossos encontros. Nessas encruzilhadas, em algumas delas a nossa estrada apenas as transpõe, outras  convergem para a mesma direção e se tornam companheiras por alguma distância e finalmente há, nessas encruzilhadas, aquelas estradas que o encontro lhes tornam estradas paralelas e seguem igual direção, até que uma das estradas encontre o seu final, mas aquela estrada mais longa, deverá seguir o caminho e passará por muitas outras encruzilhadas, até encontrar o seu final.

Cada encruzilhada na estrada da vida é uma oportunidade para aprender, retirar as arestas dos nossos defeitos, crescer e conviver.

Cabe a nós fazer que cada um dos encontros valha a pena e não se traduzam mais tarde em desencontros. Se as estradas um dia haverem de se separar, que fique a lembrança e que se eternize pelo amor e pela amizade!